quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tradução da entrevista Robert Pattinson para a Premiere Francesa

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Seu sexto filme foi “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, há 4 anos. Hoje em dia, Robert Pattinson virou fenômeno graças à Saga Crepúsculo. Confira agora uma entrevista com gato do momento.

Premiere: Rob antes de começarmos, eu queria saber o nome do seu cabeleireiro e da marca do gel que ele usa…

Rob: Você quer saber a verdade? Só corto meu cabelo no set.

P: Nossa! Eu estava quase esquecendo: Todas as garotas que conheço querem te dizer Oi.

R: (Risos) Oi!

P: A última vez que nos encontramos foi em Novembro, durante o lançamento de Crepúsculo, você parecia ainda não saber o que estava acontecendo.

R: Eu não acho que alguém possa entender ainda. É algo muito raro. É uma mistura de chances e coincidências. Um dia você acorda e vira estrela. É realmente bem estranho. Todas sabem quem você é, e você não mudou em nada. Eu só entendi o que estava acontecendo quando estive em Cannes. Eu estava em um restaurante durante um intervalo, e quando eu saí de lá duas horas depois, 500 pessoas estavam esperando por mim na saída. Foi um caos. Eles tiveram que me escoltar até o carro. É ridículo quando você pensa a respeito (risos). [...]

P: Provavelmente você queria perguntar àquelas 500 pessoas o que elas estavam fazendo lá…

R: Claro que sim. Eu tenho certeza que se eu dissesse a alguma daquelas garotas: “Venha, vamos tomar café da manhã”, ela ficaria sem graça e nunca mais gritaria meu nome no meio de uma multidão.

P: Bem, então aí está a dica, você tem que convidar cada uma de suas fãs para tomar café da manhã, para assim voltar a ter uma vida normal.

R: Uma por uma. Ótima ideia.

P: Deve ser difícil relaxar já que você é sempre notícia.

R: Eu não sei….Sim, claro que é. Ao mesmo tempo, eu não acho que mudei em nada. O pior é quando seus amigos te convidam para sair e você tem que dizer a eles: “Desculpa, eu não posso ir àquele lugar”, porque você já sabe que os fotógrafos estarão lá te esperando. Eu me sinto mal quando coisas desse tipo acontecem, quando o mundo parecer girar à minha volta. Tenho que estar sempre atento, estar sempre alerta porque a qualquer momento alguém pode estar me filmando ou gravando o que falo. Parece um emprego de 24 horas por dia, pelo menos os sets são mais seguros, posso ter um pouco de privacidade, é o que me deixa mais aliviado.

P: É nos sets de filmagens que você encontra privacidade?

R: Não parece loucura? Ainda não achei lugar no mundo no qual eu possa desaparecer. Até se eu pensar nos lugares mais incomuns, alguém irá querer tirar uma foto comigo ou um autógrafo. Honestamente, eu não achava que seria reconhecido tão facilmente (risos).

P: Ao mesmo tempo, você deve assistir a como reage a isso, o que não deve ser fácil, especialmente quando se tem 23 anos, eu lembro quando eu tinha 23 anos…. era melhor não ter uma câmera me seguindo 24 horas por dia.

R: Exatamente. O que mais me preocupa é não saber até quando terei paciência para aguentar, quando acabarei fazendo algo realmente estúpido. É esperar para ver.

P: Você já disse a si mesmo “Nunca disse que aceitaria tudo isso”?

R: Toda hora. Há alguns meses, eu cheguei perto de perder a paciência, estava ficando paranóico. Aí comecei um projeto novo e as coisas se acertaram. Eu não posso dar as costas e ignorar essa situação. Se amanhã eu disser “Está bem, já deu, vamos parar tudo agora”, isso não mudará nada. É melhor tentar aceitar isso e permanecer calmo já que eu não tenho controle sobre isso. Sou uma pessoa bem tranquila, ainda assim não é fácil. Mas fugir não resolverá nada.

P: O que é engraçado é que daqui há dois anos você acabará de gravar a Saga, e terá que batalhar para que as pessoas esqueçam o personagem que te deu toda essa fama, e que talvez te caracterize para sempre.

R: Isso me assusta um pouco. Quando eu vou a encontros para outros projetos, as pessoas parecem estar interessadas somente no que me liga ao Edward Cullen. É tipo assim: “Se o papel te interessar e você conseguir trazer o público de Crepúsculo, o papel é seu”. Eu acho que eles até deixariam eu interpretar uma mulher.

P: Há homens que são fãs de Crepúsculo?

R: Alguns… na verdade cada vez mais caras estão pedindo meu autógrafo. A não ser que sejam para eles venderem no E-Bay. (Risos).

P: Três dias após gravar Lua Nova, você começou a gravar Remember Me, uma comédia romântica de Allen Coutler, seguido de Eclipse, o terceiro filme da Saga. Se contarmos o faroeste de Madeleine Stowe, que você fará após Eclipse, você só terá 5 dias de folga em um ano…

R: E se tudo der certo, em Janeiro eu estarei gravando Bel Ami em Paris por três meses, e depois gravarei o quarto e último filme da Saga, Amanhecer.

P: Então você estará ocupado pelos próximos dois anos.

R: É bem isso mesmo. Com uma semana no final do verão para visitar meu amigo, que no final das contas, eu esquecerei que existe (risos), é uma loucura.

P: Eu acho que é o seu jeito de fugir de toda essa loucura que te cerca.

R: E você não está errado.

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48 horas no set de Lua Nova
Nossa viagem à Lua

Fim de março em uma pequena cidade da Toscana, 5.000 fãs gritando pelas ruas, 1.200 pessoas vestindo capas vermelhas: ou estamos em outro planeta ou então no set das filmagens de Lua Nova, o segundo filme da Saga Crepúsculo.

“A maior mudança do filme? Isto!”, diz o produtor Wyck Godfrey apontando para as grades de segurança que barras os milhares de fãs que vieram assistir às filmagens de Lua Nova. Na pequena cidade de Montepulciano, Toscana, os 14.500 moradores do local ainda estão se perguntando o que acontecerá com eles até o final desse mês. “Os fãs estão aqui desde a semana passada”, acrescenta Godfrey, “Assim que construímos a fonte na praça, eles começaram a chegar. No domingo, eu estava com o Chris Weitz andando pelo set e eles nos seguiam para todo lugar. Parecia que estávamos regravando o filme “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, mas só que com humanos (risos). Assim que viramos as costas, mais apareceram. É engraçado. Eles são educados e só querem fazer parte disso com a gente.” Se ainda tínhamos dúvida do fenômeno Crepúsculo, elas acabaram quando vimos o que aconteceu em Montepulciano. Faturando mais de $400 milhões de dólares na bilheteria (com um orçamento de $37 milhões), o filme Crepúsculo virou sucesso no ano passado. Hoje, todos os livros escritos por Stephenie Meyer já venderam mais de 70 milhões de cópias – há um ano as vendas marcavam 18 milhões.

“Crepúsculo é o exemplo perfeito de um livro que ajuda o filme, e de um filme que ajuda o livro,” diz Patrick Wachsberger, Presidente da Summit Entertainment, o estúdio que produz a série. “Quando conseguimos os direitos dos livros, 300.000 cópias tinham sido vendidas nos EUA. Uma bolada para a empresa de Wachsberger, que rapidamente deu continuação ao segundo filme Lua Nova, que será lançado um ano após o primeiro filme. Atrasos impossibilitaram a permanência da diretora Catherine Hardwicke, que deixou seu lugar para o diretor Chris Weitz (de “American Pie”,”Um Grande Garoto”), o escolhido entre vários diretores por sua experiência em efeitos especiais, como os já vistos em “A Bússola de Ouro”.

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Desejo por sangue

Lua Nova começa com o aniversário de 18 anos de Bella (Kristen Stewart) na casa da família Cullen. Tudo vai bem até que ela corta seu dedo, despertando o desejo por sangue em Jasper (Jackson Rathbone), que avança sobre ela na tentativa de matá-la, mas é impedido por Edward (Robert Pattinson). Consciente de que ele coloca a vida de seu grande amor em perigo, Edward decide desaparecer de Forks, deixando Bella com o coração partido. Seu melhor amigo Jacob (Taylor Lautner) aos poucos a consola e eles criam muitas afinidades. Mas ele também guarda um segredo dela (só uma pista: começa com lobi, termina com somem) “Bella é forte, mas ela perde toda essa confiança no começo do filme,” explica Kristen Stewart. “A partida de Edward literalmente a abala. As emoções em Crepúsculo são bem mais fortes do que na vida real, fazendo com que seja mais difícil interpretá-las. Quando estamos felizes, estamos vivendo o melhor momento de nossas vidas. O mesmo acontece com as emoções negativas: eu nunca morri, por isso não sei como é a morte, mas é isso que a Bella sente quando Edward vai embora. Ele completa seu psicológico. E assim que ele se vai, ela pára de funcionar.”

Mal tiveram tempo de comemorar o sucesso do primeiro filme, e a sequência virou um quebra-cabeça para os produtores: O que fazer quando a estrela da franquia não aparece em dois terços do livro? “Edward está mais presente no filme do que no livro,” confirma Wachsberger, “Ao invés de ouvir sua voz, nós o vemos nos sonhos de Bella. Durante as gravações, Rob ficou ausente por apenas duas semanas.” “Melissa Rosenberg, que escreveu o roteiro, fez um ótimo trabalho na adaptação do livro,” acrescenta o dono da Summit. “O roteiro está bem melhor do que o livro. Eu não sou o único a dizer isso: Stephenie Meyer está completamente convencida pelo que Melissa fez.” Embora as fãs de Rob Pattinson tenham o que comemorar, ele dá um recado: Ele decidiu que sua atuação seria perturbadora. “Sempre me surpreendeu ouvir que o Edward é o ‘namorado perfeito’, ‘o cara perfeito’”, admite Pattinson, “Para mim, ele é alguém cheio de ódio, isso me preocupa um pouco. É claro que quero que ele seja sedutor, mas quero também que ele assuste o público. Ele aparece em um pesadelo de Bella, o que a leva a um sonho bizarro. Eu espero que eles fiquem desestabilizados.” Bom, vocês foram avisados….

As gravações de Eclipse começaram há três semanas. Não há tempo a perder, já que o lançamento do terceiro filme será em 28 de Junho de 2010. A Summit preferiria Novembro, como em Lua Nova e Crepúsculo, mas eles decidiram não se depararem com a estreia de “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Eles não estão indo rápido demais? “Os filmes não seriam diferentes mesmo se tivéssemos mais tempo,” garante o produtor Patrick Wachsberger. “Não se esqueçam que o Edward não envelhece…. além disso, acredito que é isso o que os atores também preferem, já que desejam continuar com outros projetos. A direção está nas mãos de David Slade (“Meninamá.com”, “30 Dias de Noite”), que planeja várias surpresas para o terceiro filme. Já Amanhecer deve começar a ser gravado em Agosto de 2010, com lançamento previsto para 2011.

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O baile do vampiro

Após 43 dias gravando em Vancouver, o elenco e a equipe de Lua Nova finalmente foram para a Itália para a última semana de gravações. Para aqueles que ainda não leram Lua Nova, o clímax da história ocorre em Volterra, a cidade onde moram os Volturi - o que equivale a família real dos vampiros, liderados por Aro (Michael Sheen de “A Rainha”). “Estamos gravando as cenas mais complexas hoje,” alerta Chris Weitz, “1.200 figurantes.” O produtor Wyck Godfrey confirma nossas suspeitas “Lua Nova é muito mais épico do que Crepúsculo”. Entretanto, Chris Weitz não demonstra nenhum sinal de estresse, ainda que a pressão maior esteja em cima dele.

“Há pressão devido ao sucesso do primeiro filme”, ele admite, “Eu não gostaria de ser conhecido como aquele que matou a franquia. Ao mesmo tempo, a popularidade da série é grande, sei que há muitos fãs esperando pelo meu filme.”

Muitos fãs estavam preocupados com a saída de Catherine Hardwicke, ainda mais depois do sucesso de Crepúsculo. “Todos ficaram surpresos com a sua saída,” diz Kristen Stewart, “Mas eu nunca achei que os filmes teriam o mesmo diretor. Eu fiquei amiga da Catherine, que me ajudou durante todo o processo de gravação de Crepúsculo. Mas trabalhar com outro diretor em Lua Nova é ótimo.”

A todo momento, Chris Weitz, que diz ser supersticioso, bate na madeira: O filme está indo bem.” Durante a pausa para o café da manhã, ele admite: “Não vou mentir para você, não tinha lido os livros até que eles me ofereceram o cargo de diretor de Lua Nova. Mas assim que o consegui, devorei os livros. Tá bom, vou ser ainda mais sincero, só li o primeiro e o segundo. Sei o que acontece depois de Lua Nova, mas tenho que adaptar o segundo livro e é nisso que estou me focando.”

Questionado sobre a diferença de estilos na direção, Chris explica que ele “recriou” o aspecto do filme, as cores, as molduras para obter um resultado mais clássico. “Gosto de usar um estilo mais antigo, entretanto manterei o aspecto romântico do filme de uma forma menos contemporânea do que a versão da Catherine Hardwicke, mais puxado para os anos cinquenta ou sessenta.” Weitz mal tinha acabado de falar quando gritos nos fizeram pular das cadeiras. “A melhor parte é que sempre sei aonde meus atores estão,” diz o diretor rindo.”Por exemplo, posso dizer que o Robert acabou de voltar ao set, o homem das multidões, criando uma histeria cada vez maior.” O assistente de Kristen Stewart, um pouco tenso, nos disse que na noite anterior milhares de fãs ficaram gritando o nome de Robert por 20 minutos. Quando ele apareceu, as fãs pularam em cima do carro “Estávamos dentro do carro e podíamos ver as mãos nos vidros. Foi uma loucura.”

Você pensaria que estamos descrevendo uma cena de 28 dias atrás. Mas toda essa loucura não termina por aí: o hotel onde o elenco estava hospedado foi invadido pelos fãs, eles precisaram mudar de hotel depois de dois dias. “Ninguém sabia para onde eles estavam indo,” diz o assistente. “Eu não sei como descobriram. Mas já havia pessoas esperando no outro hotel.” “Eu estou feliz por não estar na pele de Rob,” diz Weitz. “Não que isso não aconteceria, mas ainda assim….(risos). Isso deve assustá-lo um pouco. Ele é muito talentoso, tem um mundo cheio de oportunidade à frente e eu espero que ele consiga lidar com essa “beatlemania” que está acontecendo em sua vida no momento.”

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Novas caras no elenco de Lua Nova, Daniel Cudmore e Charlie Bewley são os guardas dos Volturi, Felix e Demetri. Eles dizem ter também algumas contas a acertar com Robert Pattinson.

P: Vocês acharam que os fãs viajariam para estarem no set das filmagens?

Charlie Bewley: Vários porquinhos foram quebrados para alguns estarem aqui. E só há uma pessoa para culpar: Edward Cullen.

Daniel Cudmore: É inacreditável. Literalmente podemos saber em que parte da cidade o Rob está. Os gritos das fãs servem como um GPS para encontrá-lo.

Charlie: Rob Pattz é como se fosse deus. Se ele moressse, 10.000 garotas morreriam na mesma hora.

Daniel: Ele é como todos os Beatles em uma pessoa só. É insano. Estou com ciúmes: toda vez que penso que alguém quer tirar uma foto comigo, elas me entregam a câmera para eu tirar uma foto delas com o Robert.

Charlie: Pela manhã, quando você mal levantou e está horrível, as garotas querem tirar fotos com você. Você gentilmente aceita e num segundo depois elas perguntam: Cadê o Robert?

Daniel: Ele está escondido em meu bolso (risos)…

P: Esperem até elas assistirem à Lua Nova, aí será a vez de vocês.

Daniel: Estou pensando em comprar uma enorme peruca afro para me disfarçar.

Charlie: Tem espaço para mais algúem embaixo do seu afro? Não, de verdade, é o paraíso aqui. Passamos a noite em uma linda vila na Toscana bebendo vinho. No outro dia, vamos ao set com várias fãs gritando.

Daniel: Você sabe que elas gritam para você porque você está na frente delas quando elas querem ver o Rob. “Você está na minha frente, saia…”

P: Mais algum aspecto negativo além disso?

Charlie: O Robert ainda está vivo. O matador de aluguel que eu contratrei não fez o serviço direito.

O Relações Públicas deles diz: Não que você não tenha tentado matá-lo bastante no filme.

Daniel: Ei, você não deveria nos impedir de dizer essas coisas?

RP: Está no livro.

Charlie: Jura? Acho que não escutei direto o áudio book do livro que a produção me mandou (risos).

P: Podemos ver que existe uma complicidade entre vocês.

Daniel: Nossos personagens se conhecem há 700 anos, além disso, nos encontramos antes para criar esses laços. Agora somos como irmão gêmeos, Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito (risos).

P: Quem seria o diretor perfeito na opinião de vocês para assumir a direção de Amanhecer?

Charlie: Baz Luhrmann, com certeza (risos).

Daniel: O Spielberg, se não estiver muito ocupado…

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